terça-feira, janeiro 05, 2016

Síria: 45 dias de cerco militar está matando população de fome em Madaya e Zabadany

População das regiões sirias de Moadamiyah (Madaya) e Zabadany, sofre profundamente com cerco militar das forças de Al-Assad. Mais de 45 pessoas já morreram de fome desde o isolamento há menos de dois meses dizem fontes médicas - LEIA MAIS:

Mais de 40 pessoas mortas de fome em menos de 45 dias de cerco militar a Madaya em Damasco - Foto cedida pela Revolução Síria.
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 05 de Janeiro de 2015 - as 10:44 GMT-3

Enquanto a ONU por meio do seu Conselho de Segurança tenta garantir o cessar fogo na Síria, médicos e ativistas alertam que as regiões de Moadamiyah (Madaya) e Zabadani sofrem todo tipo de privação desde que as forças pró Assad lideradas pelo Hezbollah, cercaram as áreas localizadas no subúrbio de Damasco.

Este homem ofereceu seu carro em troca de 10 Kg de comida e 5 Kg de
 leite em pó, mas morreu de fome antes que surgisse alguém interessado.
Foto cortesia de: All4Syria 
Só em Madaya a população de 45 mil pessoas paga alto preço com a própria vida. O isolamento militar impede acesso a alimentos, água, recursos médicos. Fontes médias em Damasco alertaram, que só nesta terça (05/01/2015) 7 pessoas morreram de fome somando mais de 40 mortes em 45 dias de bloqueio das entradas e saídas da cidade. Cessar-fogo mantido não impede que a população pague de outras formas por sua rejeição ao ditador Bashar Al-Assad.

Compare o tamanho da criança com a mão do
ativista sírio. Fome e terror na Síria.

Enquanto há políticas que garantem o silêncio das armas de fogo, as milícias contratadas pelo governo sírio não economizam crueldade para matar pessoas por meio de armas brancas, incluindo torturas, mutilações, estupros, encarceramento subumano, uso de armas químicas contra pequenos grupos (para não chamar atenção internacional) e muito mais desumanidades.

Médicos disseram que esta criança de sete dias na foto ao lado morreu nesta manhã. A desnutrição foi apontada como causa do óbito.

A situação está caótica e o desespero é indescritível para quem vive na Síria fronteira à dentro. Comércio inteiro com as portas fechadas enquanto as milícias percorrem as casas assombrando os necessitados com a morte lenta e certa.

Enquanto o castigo nacional segue livremente no país, países poderosos brigam pelo controle da "influência política" na região.

Em Daara (Daraya) mais de 3500 barris de TNT foram despejados sobre regiões residenciais só em 2015, segundo ativistas ligados à oposição.

Tragédia humana que já caminha para 5 anos sem que a ONU consiga reagir definitivamente em prol dos inocentes e indefesos.

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